Convivo com empreendedores e empresários e não tenho dívidas quanto a preocupação que cada um deles tem em relação à suas empresas; vejo-os dedicando muito tempo e atenção no intuito de mantê-las e fazê-las progredir.

Assisto-os atentos à área financeira, eles vigiam gastos e investimentos, são previdentes e responsáveis em honrar compromissos e em pagar seus colaboradores. Também atentam para a área de marketing visando manter a visibilidade de seus negócios, divulgando produtos e serviços, de modo constante e profissionalizado ou, de acordo com as necessidades de cada um.

No entanto, embora não seja justo generalizar, pouco vejo desse mesmo cuidado quando se trata da atenção à gestão de suas equipes de trabalho. Não que isso signifique que as empresas não se relacionem bem com seus colaboradores ou que não lhes ofereçam o devido respeito, não se trata disso.

Falo sobre aplicar um cuidado tão atento e direcionado quanto para as outras áreas da empresa; falo sobre implementar, no mínimo, ações básicas de Gestão de Pessoas, estruturar procedimentos, ter normas internas documentadas, ter descritas as tarefas e exigências de cada cargo, de ter um processo admissão e demissional devidamente padronizado – esses cuidados sim, representariam o equivalente ao que se faz com as outras áreas; tendo a gestão das pessoas, também um nível de investimento maior de tempo, de planejamento e do que mais seja necessário para que as pessoas façam o que se espera delas.

De certo haverá quem discorde, mas, acredito definitivamente que cuidar da empresa é principalmente, cuidar das pessoas que a compõe: Cuidar desde a escolha atenta de quem fará parte da equipe, realizando entrevistas de modo mais técnico e menos intuitivo;  cuidar de integrar o novo colaborador de modo que ele conheça a história da empresa, as regras, direitos e deveres; cuidar de avaliar e capacitar a equipe para que possa entregar resultados de qualidade e finalmente, quando a parceira deixar de ser vantajosas para ambas, ou uma das partes, realizar dispensas com o mesmo cuidado da admissão e de modo que se saiba a visão que esse colaborador leva da empresa, e com essas informações, entender o que se diz da mesma interna e externamente e assim, providenciar os ajustes necessários para que o funcionamento e a imagem do negócio se mantenham saudáveis. Isso é fazer Gestão de Pessoas, isso também é cuidar para que a empresa dê certo.

Em resumo, trata-se de assumir que toda e qualquer empresa depende do conhecimento, das atitudes e das habilidades (quem ainda não ouviu falar sobre o CHA?) que cada colaborador entrega no dia a dia, e que independentemente do grau de investimento nas outras áreas, será o relacionamento e ações dos integrantes das equipes de trabalho quem, de fato, trará resultados ao negócio.

 

Heloá Maria Goretti Vitorino (CRP – 08/03785)

Psicóloga, com formação em Dinâmica de Grupo pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos) – RS, em Coaching e Mentoring pelo Instituto Holos – SP e Especialização em Gestão de Pessoas com Coaching, com experiência profissional de mais de vinte e oito anos na área de Recursos Humanos. Atua como consultora em desenvolvimento e assessoria em recursos humanos, cursos e treinamentos para empresas particulares e para parceiros, sendo credenciada junto ao SEBRAE/PR e a Escola de Governo/PR. Atua também em desenvolvimento pessoal e profissional através de Processos de Coaching, Orientação Vocacional Profissional e de Carreira; na área clínica, atende como Psicoterapeuta.

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